O que uma tag canónica faz na prática
As plataformas de ecommerce servem frequentemente o mesmo produto ou categoria através de vários URLs — com e sem barra final, com parâmetros de ordenação ou filtros diferentes, ou acessíveis a partir de mais do que um caminho de categoria. Sem uma tag canónica, os motores de busca têm de adivinhar qual versão indexar, o que pode dividir o sinal de posicionamento entre URLs quase duplicados em vez de o consolidar num só.
A tag canónica fica no <head> da página e aponta para o URL único que deve ser tratado como a cópia principal. Cada variante duplicada ou quase duplicada leva uma tag canónica a apontar de volta para esse URL; o URL principal costuma ter uma tag canónica a apontar para si mesmo.
Porque importa numa migração de plataforma
As plataformas novas introduzem frequentemente os seus próprios padrões de URL para filtros, paginação ou ordenação que não existiam na plataforma antiga, e é fácil acabar com conteúdo duplicado não intencional se as tags canónicas não forem configuradas corretamente desde o primeiro dia. Errar nisto normalmente não causa uma queda dramática como um redirecionamento em falta, mas dilui silenciosamente o sinal de posicionamento entre páginas quase duplicadas em vez de o consolidar — um problema mais lento e mais difícil de diagnosticar.
As migrações são também um ponto natural para corrigir problemas de canonicalização já existentes na plataforma antiga, em vez de os transportar sem alterações.
Tags canónicas vs. redirecionamentos
Uma tag canónica e um redirecionamento resolvem problemas diferentes. Um redirecionamento (ver redirecionamento 301) serve para um URL que deixou de existir por completo — envia visitantes e robôs para o novo endereço. Uma tag canónica serve para URLs que continuam a existir e continuam acessíveis, mas que não devem competir entre si nos resultados de pesquisa — ambos ficam ativos, apenas um é marcado como a versão de referência.
Perguntas frequentes
Uma tag canónica redireciona os visitantes para o URL principal?
Não. Os visitantes podem continuar a chegar ao URL não canónico e este carrega normalmente — a tag canónica limita-se a indicar aos motores de busca qual versão indexar e posicionar, não altera o que o browser faz.
Preciso de tags canónicas se não tiver conteúdo duplicado?
Continua a ser boa prática cada página ter uma tag canónica autorreferente (a apontar para si mesma), o que elimina ambiguidade caso surja mais tarde uma duplicação — por exemplo, através de um parâmetro de rastreio ou de um novo URL de filtro.
Uma tag canónica pode apontar para uma página noutro domínio?
Sim, tags canónicas entre domínios são válidas e por vezes usadas deliberadamente, mas numa migração de plataforma normalmente não é isso que se quer — cada URL novo deve, em regra, ser canónico de si mesmo, com redirecionamentos (e não tags canónicas) a tratar do domínio ou dos URLs antigos.
O que acontece se as minhas tags canónicas apontarem para o URL errado?
Os motores de busca podem acabar por indexar e posicionar a versão errada de uma página, ou ignorar por completo o seu sinal canónico se este parecer inconsistente com outros sinais (como as ligações internas ou o sitemap). Verificamos as tags canónicas como parte do controlo de qualidade da migração, em vez de assumir que a nova plataforma as define corretamente por defeito.